quarta-feira, 15 de abril de 2009

NA SOLIDÃO DA NOITE


          NA SOLIDÃO DA NOITE

                    Gilson Ramos


Na solidão da noite
um corpo ágil,
perambula pensativo
absorto  em um sonho frágil.


A noite tende esvair-se
o dia  não tarda a    surgir,
o pensamento dissipa-se
a realidade parece me agredir.


Mesmo sendo dia  abstraio-me
penso em um futuro distante,
sofro com o presente,
contente com um pouco instante.


Há momentos sufocantes
sinto que às vezes  é   inútil,
lançar-me nas lutas incesantes
pra viver um momento fútil.

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