NA SOLIDÃO DA NOITE
Gilson Ramos
Na solidão da noite
um corpo ágil,
perambula pensativo
absorto em um sonho frágil.
A noite tende esvair-se
o dia não tarda a surgir,
o pensamento dissipa-se
a realidade parece me agredir.
Mesmo sendo dia abstraio-me
penso em um futuro distante,
sofro com o presente,
contente com um pouco instante.
Há momentos sufocantes
sinto que às vezes é inútil,
lançar-me nas lutas incesantes
pra viver um momento fútil.
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